É muito complicado uma mulher ter que escolher entre a maternidade e a actividade profissional. É uma escolha que nunca deveria ter que acontecer, é algo que eu não consigo aceitar. Eu posso ser mãe, e ser uma boa mãe e, ao mesmo tempo ser uma boa profissional. Uma coisa não impede a outra. É claro que vou passar menos tempo com os meus filhos, mas se o tempo que passarmos juntos for de qualidade e se a nossa relação for bastante próxima penso que é algo que conseguimos ultrapassar. Não é por não estar em casa com eles que não sou boa mãe!! Mas por outro lado, também posso ter que sair do emprego mais cedo porque preciso de levar uma das crianças ao médico ou porque me ligaram e ele está doente, também não é por isso que vou ser má profissional.
Tudo isto porque estou num novo emprego à coisa de 4 meses, tenho um cargo importante, estou sozinha e muita responsabilidade e, hoje ao almoço, surgiu a hipótese de se abrir num novo escritório a muitos kms daqui e fui questionada sobre o meu interesse em integrar o projecto. É claro que estou disponível, sempre adorei desafios e este parece-me um bom desafio. Mas é claro que se engravidar entretanto não sei se vão continuar com o mesmo interesse em que eu integre a equipa... é o normal. Só posso dizer duas coisas: uma é que amo os meus filhos e outra é que posso ser boa profissional mesmo sendo mãe, claro que não vou poder gozar os 5 meses de licença de maternidade, muito provavelmente só poderei ficar mesmo os 40 dias obrigatórios e mesmo assim terei que vir ao escritório submeter declarações e tratar de algumas coisas, mas o pai ficará em casa e sei que fará o seu melhor. Mas se eu conseguir agarrar estes dois projectos sei que vou proporcionar uma vida bastante melhor aos meus filhos.
Torçam por mim...
Quando se muda é para melhor, força aí.
ResponderEliminarOs homens não tem o problema de pedir para sair por causa dos filhos, deve ser raro o homem que tenha que trazer justificações ou declarações para o serviço por ir a uma consulta com um filho.
Nós mulheres temos sempre isso, mas por lei temos direito porque são faltas justificadas, é claro que atingindo um certo limite desconta no vencimento, mas há serviços ou chefias que não olhem a isso e na hora da classificação de serviço penalizam a mãe, por ter metido atestado ou baixa para acompanhar um dependente doente.
Beijinhos,
Ana e seus tesourinhos
Boa Noite
ResponderEliminarInfelizmente a nossa sociedade e as nossas chefias, vêem a maternidade como um "empecilho" ao bom desempenho profissional...
Eu neste momento recomecei a trabalhar após um período de 4 meses desempregada, mas, infelizmente só estou a trabalhar porque sofri um aborto espontâneo há um mês, porque caso contrario esta vaga nunca seria ocupada por mim estando eu grávida...
Nunca desista dos teus sonhos, nem da tua vontade de ser mão, porque sem uma boa satisfação pessoal, é mais difícil obter satisfação profissional.
Tudo de bom
Luciana