São 2 da manhã e eu estou a trabalhar contra o tempo para poder entregar umas pastas na próxima segunda-feira, o meu mais velho acordou com tosse, o pai foi lá e eu também, e pela primeira vez o meu bebé grande não quis o meu colinho e preferiu o do pai.
-Queres colinho?
-Xim
-Anda ao colinho da mamã.
-Não, tu vais trabalhar.
Dói tanto, mas tanto.
Cada dia que passa tenho mais consciência que tenho deixado a minha família para trás em prol de um trabalho que me absorve todo o tempo, em que não sou reconhecida pela entidade patronal, em que a entidade patronal não me respeita, mas em que eu não consigo dizer "não" por respeito aos clientes e com o receio da empresa ficar sem estes e consequentemente eu sem ordenado.
E sim estou, supostamente, a gozar a licença de maternidade, mas o telefone não pára, eu não largo o pc e ainda me falam de forma a deixarem-me mal se eu disser "não".
:(
ResponderEliminarEu não sei se aguentava. Eu sei que parece fácil de dizer mas sei também o feitio que tenho. Ainda hoje estava a criticar uma colega que deixou imensos alunos de mestrado na mão porque pôs baixa e nunca mais apareceu. Eu acho que nem tanto ao mar nem tanto à terra. mas se continuas a fazer isso, a tendência é sempre para pedir mais e valorizar menos.
Eu sei que não ajudou mas tinha que dizer isto.
Beijo enorme.